Associação acompanha ocorrências e reforça medidas para a segurança no comércio
Publicado em 30/03/2026
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Desde 2025 a Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu vem intensificando sua atuação na escuta das demandas e na articulação de respostas junto ao poder público. A entidade acompanha de perto as reclamações dos empresários sobre furtos e outros ilícitos na região central e, fiel ao seu papel de escuta ativa, encaminha as demandas ao poder público, participa de reuniões com autoridades e atua como ponte entre os lojistas e as forças de segurança.
Além disso, a associação participa ativamente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) por meio de um representante que acompanha as reuniões e expõe as demandas do comércio. Em recente encontro sediado pela entidade, estiveram presentes autoridades municipais, vereadores e representantes da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar, Polícia Científica e do próprio Conseg, reforçando a articulação comunitária em torno do tema.
É importante frisar, contudo, que a promoção de segurança pública não é responsabilidade da entidade; trata‑se de atribuição das autoridades competentes. Cabe à Associação Comercial coordenar esforços, mobilizar parceiros e orientar os associados, mas a execução de policiamento, investigação e atendimento de ocorrências está a cargo do poder público.
Responsabilidade compartilhada
Nos últimos encontros com o secretário municipal de Segurança, a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar, a associação reiterou que a segurança deixou de ser exclusiva do poder público. Hoje ela é resultado de integração, tecnologia e atitude. Por isso, além de cobrar ações da Prefeitura e das forças de segurança, a entidade estimula os comerciantes a assumirem um papel ativo: registrar boletins de ocorrência (B.O.) sempre que houver furtos ou tentativas, integrar suas câmeras à Muralha Digital e instalar dispositivos de emergência.
O boletim de ocorrência é essencial para que estatísticas reflitam a realidade e direcionem o patrulhamento. Sem ele, as autoridades ficam sem dados e as ações se tornam reativas. "O boletim é fundamental não apenas para intensificar as rondas, mas também para subsidiar investigações e identificar os responsáveis pelos delitos", reforçou o secretário de Segurança Pública em reunião com empresários.
Integração à Muralha Digital
Outra medida disponível, e muitas vezes subutilizada, é a adesão ao sistema Muralha Digital. A iniciativa permite que câmeras de empresas e residências voltadas para vias públicas sejam integradas à central de monitoramento, sem custos para o município ou para o empresário. Essa integração fortalece o trabalho das forças de segurança, amplia a capacidade de investigação e inibe crimes, pois placas informando a participação no programa funcionam como elemento preventivo.
Durante reunião na Associação Comercial, representantes da Secretaria de Segurança lembraram que os comerciantes interessados podem procurar a pasta para viabilizar o acesso do IP de suas câmeras externas ao centro de controle. Participar desse ecossistema é exercer protagonismo social e investir em estabilidade, confiança e ambiente favorável aos negócios.
Botão do pânico: resposta imediata
Para responder rapidamente a situações de risco, a associação, em parceria com o poder público, lançou o Botão do Pânico para o Comércio. Trata‑se de um aplicativo gratuito instalado no celular do comerciante ou do responsável pelo estabelecimento; ao ser acionado, ele envia um alerta imediato à GCM, que inicia o atendimento emergencial. A ferramenta aumenta a sensação de proteção e é mais um recurso para agilizar o deslocamento das equipes de segurança. A ativação pode ser solicitada por meio de formulário on‑line, e a Guarda Municipal orienta o comerciante sobre o uso do sistema.
Outras recomendações práticas
Nas reuniões com as forças de segurança, especialistas indicaram medidas complementares, como instalar alarmes sonoros, sensores de movimento e câmeras de alta resolução. Também foi recomendado preservar o local após um furto e acionar imediatamente a Polícia Técnico‑Científica, evitando comprometer vestígios e digitais.
Os ilícitos nem sempre estão associados a pessoas em situação de rua, e é importante evitar generalizações. Quando houver necessidade de abordagem social ou encaminhamento dessa população para serviços adequados, a orientação é acionar a Equipe de Segurança, Cidadania e Acolhimento (Esca). O contato pode ser feito diretamente pelo WhatsApp (19) 99776‑9263, de segunda a sexta‑feira, em horário comercial, para solicitar abordagem e encaminhamento adequado.
Também foi lembrado que intervenções públicas relacionadas à manutenção urbana, iluminação e outras necessidades do centro podem ser solicitadas pela Ouvidoria Municipal, pelo telefone 156.
A associação continua monitorando as ocorrências relatadas pelos empresários e cobrando ações das autoridades. Ao mesmo tempo, reforça que a prevenção começa dentro de cada negócio. É preciso adotar medidas simples, utilizar as ferramentas disponíveis e não esperar que a solução venha apenas “de cima”.
Ao articular reuniões, compartilhar informações e oferecer soluções como a Muralha Digital e o Botão do Pânico, a Associação Comercial cumpre seu propósito de representar os interesses do comércio local. A entidade continuará atuando como facilitadora, mas lembra que a responsabilidade por implementar medidas de proteção é de cada empresário. Integrar‑se aos sistemas, registrar ocorrências e investir em tecnologia é investir na própria sustentabilidade do negócio. Segurança é investimento, não despesa.
Sobre o autor
Júlia Gemignani
Júlia Gemignani é social media e redatora de marketing e eventos da Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu. Formada em Publicidade e Propaganda pela UAM Anhembi Morumbi, seu principal objetivo é aplicar seus conhecimentos e seguir adquirir mais experiência, assim contribuindo para o crescimento e sucesso da associação e dos associados.